O estádio está interditado desde o dia 26 de março de 2013 pela Prefeitura do Rio.
A INTERDIÇÃO JÁ DURA O TEMPO ABAIXO


O Engenhão é público e foi construído com dinheiro público.
O estádio iniciou sua história com estouro de orçamento de R$ 60 milhões para cerca de R$ 380 milhões.
A construção foi bancada com o meu, com o seu, com o nosso dinheiro (só a cobertura custou cerca de R$ 80,5 milhões).

Afinal, como explicar que uma construção com apenas seis anos seja interditada por conta de problemas estruturais.
O erro é de quem geriu o processo ou o executou? O que fica evidente é a absoluta irresponsbilidade.

Vejamos quais serão os próximos passos.
O certo é que a sociedade civil deve estar a postos.
Pois, se nos apresentarem essa fatura, alguma reação tem de haver.
Essa não pode ir pra nossa conta de jeito nenhum!

Os laudos apresentados na interdição do Engenhão diferem em seu conteúdo.
O que nos é passado pela imprensa não nos traz conclusão. Só confunde!
Se são apresentadas duas respostas diferentes para uma mesma causa, uma delas está errada.
O que queremos saber é se os desencontros de laudos são por má fé ou não.
E se confirmada má fé, quem é o responsável e como será punido.


No Rio de Janeiro deve se desconfiar de tudo, leiam abaixo, e vejam a coincidência, quem fez o laudo recomendando o fechamento do Engenhão é hoje quem se beneficia, sem mais.

08/06/2013 - Folha.com

A longa interdição prevista para o Engenhão, um ano e meio, beneficia o Consórcio Maracanã, responsável pela gestão do palco das finais da Copa das Confederações-13 e da Copa do Mundo-14.

A empresa está em negociação com os clubes do Rio para uso do estádio e ganha força na queda de braço pelas receitas nos dias de jogos.

A negociação mais dura até o momento é com o Flamengo, não satisfeito com a proposta inicial do consórcio que previa ceder ao clube apenas a renda de ingressos das arquibancadas. O time rubro-negro quer participação nas receitas de camarote, estacionamento e publicidade.

O Fluminense tem negociações mais adiantadas. O Botafogo, antes interessado em mandar apenas alguns jogos no Maracanã, agora se tornou um cliente potencial.

O anúncio do fechamento por um ano e meio ocorre na mesma semana em que iniciou a contagem regressiva para o consórcio fechar com dois grandes clubes do Rio.

A empresa tem até três meses para apresentar ao Estado os contratos de uso do Maracanã, sob risco de cancelamento da concessão.

O Consórcio Maracanã é liderado pela Odebrecht, empresa que também faz parte do consórcio construtor do Engenhão, responsável ainda por encomendar o laudo recomendando o fechamento do estádio botafoguense.

"É no mínimo uma infeliz coincidência", disse Pedro Trengrouse, professor de gestão esportiva da FGV.

Desde março, quando o Engenhão foi fechado, o Flamengo negocia seu mando de campo para cidades como Juiz de Fora. Já o Botafogo adotou Volta Redonda.

O Fluminense também utiliza São Januário, único estádio disponível na capital. O Vasco, porém, não quer cedê-lo ao rival rubro-negro, temendo depredações.

Na análise de Trengrouse, os clubes podem tentar negociar com o Consórcio Maracanã de forma conjunta, a fim de ganhar força. "Cada um tem potencial diferente. Mas a negociação conjunta pode ser feita levando isso em consideração".


Promotora Gláucia Santana é a responsável pelo caso. Processo ainda está em fase inicial, com requisição de documentos sobre o estádio.

28/06/2013 - GloboEsporte.com

O Ministério Público do Rio de Janeiro vai mesmo fundo na investigação sobre a situação do Engenhão, que está interditado desde o dia 26 de março pela Prefeitura do Rio. A promotora Gláucia Santana decidiu instaurar inquérito para apurar o caso depois de receber uma série de reclamações e denúncias pela ouvidoria do órgão.

O processo ainda está no início. A Promotoria de Tutela Coletiva de Cidadania vai apurar as causas da interdição, assim como supostas irregularidades no processo de construção. Foram requisitados documentos do processo de contratação, laudos de vistorias, entre outros. Depois disso, será avaliada a necessidade de tomada de depoimentos.

O prefeito Eduardo Paes foi notificado para enviar toda a documentação referente ao contrato celebrado com os consórcios e os relatórios que determinaram a interdição. Enquanto isso, a expectativa é de que as obras para reforma da cobertura do estádio comece na segunda-feira pelos consórcios responsáveis pela construção. O canteiro de obras já está preparado.

As obras, que foram confirmadas pelo Botafogo para terem início na próxima segunda-feira, serão acompanhadas por uma comissão especial instaurada pela Prefeitura do Rio e formada por quatro engenheiros, entre eles Chico Fonseca, vice-presidente de futebol do Glorioso. Apesar do início das intervenção, o clube espera voltar a utilizar o local para treinamentos.